segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Gaivota






Um dia tão lindo,
Mar mima nos grãos de areia
Vento suave e fresco
Os meus passos ficaram marcados nos grãos de areia,
Ao longo do caminho,
Que queria o meu espírito e a minha alma esvaziassem no meu corpo por alguns momentos
E apreciar com a Mãe Natureza
De repente, nesse dia tornou mais feio,
O que eu vi um ser vivo sentado
Juntando com grãos molhados de areia
E mar encobria em cima dela por vezes
Bem quieta
Nem deu um movimento
Que parecia morta
Mas reparei que a cabeça que se moveu
Dei uns passos para frente
Para ver se estava viva
E estava.
Mas, infelizmente, estava ferida
Que não consegui descobrir onde se feriu,
Sem mais nem menos, quis, imediatamente, levar-lhe para a zona segura e seca,
E sentei-me ao lado dela
Para pensar o que podia útil com ela,
Durante nesse momento, pensei que deveria estar lado dela até a morrer,
Para ela não sentisse sozinha
Mas, pelo visto, que era má ideia,
Mudei as ideias, decidi procurar a ajuda
A minha toalha encobria o corpo dela,
E assegurei-a no colo
Andei, andei e andei com milhares grãos de areia
Ao longo do caminho, banhistas viram-nos
Com caras horrorizadas,
É tão óbvio que não quis saber o que eles pensam e dizem,
Portanto, não liguei-os,
Cheguei no quiosque do nadador salvador,
E entreguei-a
Com grande desilusão, ele não tratou como se deve tratar uma gaivota,
Deixou-a, simplesmente, no chão do quiosque,
Logo percebi que não ajudou-a muito
E fui-me embora sem mais nem menos,
Com grande ferido no meu coração,
E pus-me com duas questões,
-fiz bem?
-ou não fiz bem?
Infelizmente, nessas duas perguntas do qual nunca vou saber a resposta
Mas só podia dizer à gaivota
Que peço desculpa se fiz mal,
Nesse dia do qual nunca esquecerei,
Do qualquer modo, nunca!


Nesse dia foi na altura de Páscoa em 2008.
Com grande respeito, peço desculpa pela minha escrita portuguesa, pois a Língua Portuguesa é a minha segunda Lingua.
Pedro Ribeiro


Descobri uma Luz Brilhante






Um dia certo,
Eu estava vaguear na praia,
De repente vi um objecto não identificado,
Luz,
Sim senhora, uma luz muito forte que voou para no céu,
Eu fiquei observar a luz,
Que uma luz tão linda e atraente,
Pois fui atraído por uma luz,
Decidi saber onde viera a luz,
Arrisquei ir para o mar,
Nadei sem pensar duas vezes
O que tem debaixo do mar,
Monstros aquáticos, talvez?
Ou peixes devorados, talvez?
Mas não pensei nisso, fiquei tão atraído por uma luz
E não me ocorrem nada os perigos do debaixo do mar,
Portanto, nadei,
Nadei prolongado,
Nadei directamente até luz,
E vi uma sombra no horizonte,
Continuei nadar,
A sombra cada vez mais aumentara,
A sombra era uma ilha que eu não conheci
Uma ilha tão linda,
Do qual não consigo explicar neste momento,
Cheguei tocar no solo da ilha desconhecida
Vi outras vinte e cinco pessoas que se chegaram até ilha,
Apercebi que eles também foram atraídos para a ilha
Como eu,
Mas por sorte, maioria das vinte e cinco pessoas que eu conhecia
E alguns que eu não conhecia,
Juntamo-nos, a preparar explorar a ilha,
De repente, um menino e uma menina que aparecem do nada,
Menino que se chamava RYLA
E menina, ROTARY.
Seleccionaram-nos a dividir por cinco pessoas de uma das quatro equipas,
Fui juntado com equipa que se chamava HEROES
Outras três equipas que se chamavam LIDERES; COMPANHEIROS, RAPH FIEL
Dois meninos apresentavam-nos os seus três animais extraordinários diferentes,
Estes três animais que eram Grifo, Fénix e Dragão.
Grifo se chamava Mariano,
Fénix se chamava Quintas,
E Dragão se chamava Rouco.
Então, destes três animais extraordinários mostravam-nos seus refúgios,
Suas vidas quotidianas,
E depois, obrigaram-nos a trabalhar com eles
Que tivemos usar nossos cérebros e corpos
Para percebermos melhor sobre a sobrevivência.
Trabalhávamos com eles,
Com minha equipa,
E com outras equipas,
Enfrentávamos nossos medos,
Nossos obstáculos,
Dos quais nunca esperávamos que podíamos enfrentar,
Mas conseguimos enfrentar maiores dificuldades que tivemos
Conseguimos participar-nos
E empenhar-nos.
Por fim, tornamos mais do que passado,
Mais confiantes,
Mais orgulhosos,
Mais inteligentes,
Mais cooperativos,
Mais fortes
E mais duros.
Tudo a inclui a minha amizade com pessoas e animais na ilha
Torna uma amizade especial que faz mais forte do que nunca
Com nossas bandeiras de equipas,
Pousávamos as bandeiras no solo da ilha desconhecida.
Olhávamos a luz brilhante no céu,
E mostrávamos nossos sorrisos
A dizer que conseguimos tudo
À graça de menino RYLA, menina ROTARY
E Grifo Mariano, Fénix Quintas e Dragão Rouco.
Com essa luz brilhante suga as nossas recordações
Que durou seis dias de sobrevivência daquela ilha desconhecida
Por fim, nós fomos nadados para voltar as nossas vidas
Voltamos nossas vidas e esquecer a ilha desconhecida?
Não senhora.
Porque a luz continua manter no céu,
Nós podemos observar a luz quando nos apetecemos.
Luz estará sempre presente deste Planeta Terra.
E luz está nosso coração!


Este poema que fiz é para homenagem à RYLA, ROTARY e Rylistas.
Pedro Ribeiro


quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

A vida que eu testemunhei






A flor floresceu
O sol nasceu
O monte esclareceu
Árvores a brilharem
Raios do sol penetravam no ventre da casa
Um raio do sol obrigou os meus olhos a abrir

Acordei com boa disposição
Senti muita alegria
Olhava a paisagem através da janela
E corria até à porta para desfrutar o monte
Corria, corria e corria
Chegava ao monte
Tão lindo…
Muito lindo
E disse:
A vida é tão bela

No céu começou a escurecer
Tantas nuvens muito cinzentas
Sol estava acobertado por nuvens
E as gotas batiam na erva de monte
E ergueriam o meu corpo
Árvores estavam ser obrigados a mover
Por vento muito forte
E tornou furacão
Veio direito comigo
E não consegui escapar e estava levado no furacão
Rodar… rodar… rodar…
E furacão parou a rodar
E cai-me no chão

Levantei-me e olhei tudo em câmara lenta
Armas a cuspir as balas
Caras zangadas e assustadores
Roupas verdes
E olhei outro lado
Caras de medo
Que estavam ser vitimas
Uma bala perfurava um corpo de vítima
E sangue a voar
E vítima gritava por dor
Tapei-me olhos e disse:
-Não… não… não…
Tantas vítimas ensanguentam, deitadas no chão
Casas destruídas pelas bombas
E militares sentiam muito felizes por acabar matar as inocentes
De repente, o furacão apareceu e me levou
E me largou e cai-me de novo

Levantei e olhei
Um homem, cor de pele era tão escura como chocolate
Uma rapariga, cor de pele era bege como caramelo
Um homem, cor de pele era muito clara como baunilha
Uma rapariga com bengala, que não se vê, era cega
Um homem que parece normal mas não se ouve, era surdo
Uma rapariga que parece normal mas não tem capacidade, era deficiente
Estavam olhar para mim
E eu a eles
Uma das seis pessoas começou bater outros
E outros começavam a lutar-se
Lutas…
Eu tentava-os a separar e disse:
-Pára! Pára… é tão injusto lutar com um ao outro por causa da vossa diferença!
Nem sequer eles me ligavam
E furacão apareceu e levou-me
E deixou-me de novo e cai-me

Levantei e olhei
Duas crianças masculinas
Cresciam, brincavam, e começavam a perceber que estavam apaixonados
E deram um beijo
Eu estava muito feliz mas
As pessoas aparecem à volta deles
E insultam:
-Ser homossexual é para o inferno!
-Vão morrer no inferno!
-Vamos afastar de vós!
-Nunca pertencem a nossa comunidade!
-Vocês são aberrantes!
-Não nos aproximem, monstros!
Eu tentei defender os jovens e disse para as pessoas:
-Não são nada… nem são aberrantes… são como nós. Vocês estão enganados…
Um dos dois jovens largou a mão, aproximou a família com cara muito infeliz e casou uma mulher sem ele sonha nisso nem sequer sente felicidade
E outro jovem com coração aos pedaços, apontou as pessoas e olhou-me
E eu olhei as pessoas
Com gargalhadas, caras maldosas, pareciam caras de monstros
Eu fiquei revoltado e corri direito às pessoas
Mas fui puxado por atrás através do furacão que me levou novamente
E largou-me e cai…

Levantei-me e olhei
Uma menina tão linda com traças louras e olhos azuis
A sorrir, segurar um gelado, de repente, alguém empurrou em cima dela
E menina caiu e olhou a mãe, e a mãe, toda a furiosa, agarrou à menina, acusou-a, insultou-a e bate-a
Eu tentei defender a menina que não fez nada mas apareceu um casal
A beijar, tocar nos corpos
A rapariga parou e pediu-o para não ir longe
O rapaz tornou bruto, tirou as roupas da rapariga e prende o corpo dela e penetrou sem amor
Eu disse:
-Não… Pára!
De repente, outro casal
Um homem com braços no pescoço da mulher e disse-a:
Amo-te muito… Eu jamais substituo-te por outra!
A mulher estava muito confiante
E homem olhou outra rapariga que passou nele e fez falas mudas que disse:
-Depois eu ligo-te e vamos a tua casa para fazer amor.
Eu disse:
-Senhora, o teu marido tem um caso!
Nem sequer ela me ligou...
O furacão apareceu e me puxou
E largou-me e cai-me novamente

Levantei-me e olhei
Um touro a comer na erva
Um elefante a zumbir com sua tromba
O cão a correr e ladrar
Pareciam que estão felizes e sossegados
E olhei para céu
Um bando dos pássaros a voar
E um pássaro caiu e abateu no chão
O elefante gritou por dor e caiu
Os homens agarram os dentes do elefante e cortaram-os
Um toureiro com pano vermelho e touro correu directamente nele
E o toureiro tirou uma espada que escondia no pano e perfurou no corpo do touro
E caiu
E cão estava a sofrer fisicamente que mãos e pontapés do homem a bater-lo
Eu disse:
-Não! Pára! Não matem! São inofensivos!
Ninguém me ligou e animais me olhavam com olhos “des”esperanças para sobreviver
O furacão puxou-me de novo
E me largou…

Levantei e olhei
A terra coberta de branca
Tudo muito frio
Tão lindo
De repente no chão começou cicatrizar
E largam um com outro
Debaixo de neve apareceu a água
E neve derrete imediatamente
E transformou a erva e árvores subiam através da erva
E tão lindas
E comecei sentir o cheiro de fumo
As folhas das árvores começam a secar
Um grande incêndio em toda a floresta linda
Tornou tudo ao negro
E senti muito calor
Ervas se transformavam areias de deserto
Árvores se transformavam cactos
Tudo só areias
Só nos desertos sem nada
Com muito calor
Eu comecei sentir muita sede
Nenhum ate uma gota de água aparece no deserto
De repente o furacão me puxou
E me largou

Levantei e olhei
No monte, nas árvores, casa, flores
Voltei!
Senti grande alívio
Mas ao mesmo tempo, senti-me muito horrorizado e aterrador
E agora pergunto-me:
A vida é tão bela?



Pedro Ribeiro


segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Questôes






Algumas pessoas consideram
Que sou aberrante
Por ser surdo
Por ser gay
Por defender a natureza

Mas tenho dúvidas...

Que nome dar a pessoas
Que têm medo dos surdos
Que são racistas
E homofobicos
Que desrespeitam a natureza
Que são belicistas
Que maltratam crianças?

Se eu sou aberrante
Eles que são?


Agradeço a autorização para a publicação ao António e Mário
Pedro Riberio


terça-feira, 17 de Abril de 2007

Beleza mas pouco






Como vemos que a natureza é tão bonita
Atraímos as maneiras da natureza
Ela criou as coisas mais importantes
E mais bonitas para nós

Até criou a água que é linda
Até criou o ar que é lindo apesar de invisível
Até criou a terra que é linda
Até criou o fogo que é lindo

Mas pouco

A natureza criou as belezas
E nós destruímo-las
As belezas da natureza tornam-se feias
Mais que horríveis

Temos é que recriar as belezas da natureza
Temos de fazer alguma coisa antes que seja tarde demais.


Pedro Ribeiro


Passado Revive






Um passado que nunca esquecemos
Sempre lembramos os momentos desde o nascimento
Como a senhora a lavar as roupas
Sem precisar de usar a máquina de lavar
Sem esquecer as suas maneiras antigas
Como eu não esqueço as minhas maneiras
As da infância
Entre nós, humanos e animais, temos um passado
Até temos os passados ocultos
E uma memória que nunca esquece
É bom relembrar o passado
Mas é também mau relembrar o passado
Depende de nós, que passámos bons
E maus momentos


Pedro Ribeiro


terça-feira, 6 de Março de 2007

Mundo do Além






Estou num lugar escuro
Lugar horrorizado
E entristecido
Com silêncio

Vejo este lugar não tem cores vivas
Apenas cinzento e branco
As casitas fechadas
Os ciprestes
Túmulos e pedras com escritas e pequenas estátuas
Os corpos sem almas debaixo dos nossos pés

Estou num cemitério
Estou rodeado por almas penadas
Sem eu compreender o que querem estas almas
Nem sei porque nascemos para morrer
Até não sei o que eu faço aqui num mundo estranho
Sempre tive, tenho e terei medo de Morte.

Por isso estou num cemitério
Daqueles ciprestes que levam as almas penadas para o mundo do além
Eu a enfrentar o meu medo
E tentar perceber a ideia de existir para esta vida

Sei que eu só vou saber quando morrer.


Pedro Ribeiro